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quinta-feira, 21 de março de 2013

MINIMANUAL DE QUALIDADE DE VIDA

Fila concorrida para assistir Minimanual de Qualidade de Vida, peça integrante do projeto Em Cena no Planalto. Não tinha ingresso, motivo pelo qual cheguei com quarenta e cinco minutos de antecedência para o início do espetáculo, marcado para 20 horas, para tentar comprar duas entradas. Ainda havia ingresso disponível, ao custo unitário de R$ 20,00 a inteira. Como o lugar não era marcado, comprei as entradas e segui imediatamente para a fila. Fabíola, minha amiga e colega de trabalho, chegou quinze minutos depois. As portas do Teatro Plínio Marcos, na Funarte, se abriram às 19:55 horas. A sala não chegou a ter lotação esgotada, mas recebeu um excelente público. O calor era forte, potencializado pelo fato de a sala não ter ar condicionado. Muita gente se abanava na plateia. Tinha gente com leque. A peça teve início às 20:15 horas. Minimanual de Qualidade de Vida é um monólogo com a atriz Alexandra Richter, cujo texto é de Ana Paula Botelho e Daniela Ocampo. Esta última também responde pela direção. O texto é leve e muito divertido, abordando a questão da qualidade de vida nos dias atuais, com regras ditadas pela sociedade para as quais muita gente faz de tudo para alcançá-las, sem se dar conta de que pode estar se prejudicando, física e mentalmente. A peça começa com um vídeo, mostrando Richter se preparar apressadamente para um compromisso, atropelando quem passa em sua frente para chegar na hora exata. O tal vídeo termina com ela saindo de um elevador, onde terminou de passar sua maquiagem, e uma voz anunciando sua entrada para dar uma palestra sobre qualidade de vida. É a deixa para ela entrar no palco com uma enorme bolsa preta, de onde, mais tarde, tiraria uma fonte de água, item essencial para relaxamento e paz no ambiente. Nós somos a plateia da tal palestra. O objetivo principal é a venda de um manual de qualidade de vida. São 100 capítulos que ela deve repassar ao público. Situações vivenciadas por qualquer um de nós são temas destes capítulos. É claro que ela não segue a sequência correta, pulando capítulos, rejeitando alguns e se detendo mais longamente em outros. Piadas conhecidas ganham nova roupagem na interpretação de Richter, que tem um excelente timing para comédia, ficando com o público nas mãos em questões de minutos. Há intensa participação da plateia, mas nada que agrida as pessoas e ninguém tem que sair do lugar de onde está. No meio da palestra, há um sorteio real, quando um dos presentes ganhou uma cesta de produtos da empresa Três Corações, uma das patrocinadoras da peça. Destaco dois momentos hilários: o capítulo que trata do fanatismo dos homens por jogos de futebol e aquele que explica porque uma mulher geneticamente tem os cromossomos XX e o homem é XY. Os motivos de o homem não ser XX são divertidíssimos, pois o segundo X da mulher simplesmente perdeu uma perninha, que acabou virando o pênis do homem. São 90 minutos de muito riso, muitas gargalhadas. Saí do teatro muito leve de tanto que desopilei o fígado.

artes cênicas

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