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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

DOIS PRA LÁ, DOIS PRA CÁ - ELZA SOARES & MOACYR LUZ


Esteve em cartaz, no último final de semana, o terceiro show do projeto Dois Pra Lá, Dois Pra Cá, que presta homenagem à dupla João Bosco - Aldir Blanc. Paguei R$ 7,50 (meia entrada - correntista do Banco do Brasil) para conferir este último show da referida homenagem. Preferi o derradeiro dia, domingo, 20 horas. Como já é rotina, houve um atraso no ínicio do show de quinze minutos. Embora os ingressos estivessem esgotados há mais de uma semana, foi possível ver algumas cadeiras vazias no Teatro I do CCBB de Brasília. Talvez fossem ingressos cortesia que não foram trocados na bilheteria pelos agraciados. No palco, os mesmos cinco músicos que acompanharam o segundo show, quando se apresentaram Leila Pinheiro e Pedro Mariano. Itamar Assiére (piano e teclado), Jorge Gomes (bateria e percussão), Ivan Machado (contrabaixo), Zé Carlos (violão, guitarra e cavaquinho) e Ricardo Pontes (sopros). O repertório escolhido para esta última semana de projeto foi pinçado dos grandes sambas compostos por Bosco-Blanc. Coube à Moacyr Luz e Elza Soares a inpterpretação destas músicas. Moacyr Luz foi o primeiro a entrar em cena, com andar vagaroso e com uma certa tremura na mão esquerda. Conhecido como excelente violonista, pouco tocou durante o show. Cantou as músicas sentado, fazendo uso, de quando em vez, da leitura das letras das músicas. A primeira música foi De Frente Pro Crime, seguida de Plataforma, Linha de Passe, Gol Anulado, entre outros grandes sambas desta dupla maravilhosa. Moacyr Luz deu conta do recado, mas pouco conversou com a plateia. Em uma música, chegou a dar uma desafinada, mas logo corrigiu a interpretação. Os cinco músicos estavam atentos. Após concluir a interpretação de Pret-À-Porter de Tafetá, ele deixa o palco para a entrada de Elza Soares. Ela entrou amparada pelo roadie, já que seu tornozelo continuava inchado (este problema com o tornozelo também impediu Elza de ficar em pé quando esteve em Brasília para o festival I Love Jazz em 03 de agosto de 2010). Ela cumprimentou a plateia, os músicos, se sentou e engatou Rumbando. Coisa Feita e Marimbondo foram as músicas cantadas a seguir. Elza disse que estava feliz por ter sido escolhida para a homenagem a João Bosco e Aldir Blanc, pois eles são grandes músicos e compositores. Aproveitou para dar uma espinafrada na nova safra da música brasileira, onde, segundo ela, não há nada refinado e digno de se ouvir nos dias atuais. A interpretação de Kid Cavaquinho foi o ponto alto de sua interpretação. Mesmo sentada, dançou na cadeira e colocou o púlbico para cantar junto com ela. Ainda cantou Ou Bola Ou Búlica, antes de dividir o palco com Moacyr Luz, quando interpretaram Mestre Sala dos Mares e Ronco da Cuíca, momento aproveitado para apresentar os músicos e fazer os agradecimentos de praxe. Com a conclusão de Ronco da Cuíca, um fã subiu ao palco e entregou uma boneca da cantora para Elza Soares. Ela ficou emocionada com o presente. Foram longamente aplaudidos de pé, com o público pedindo bis. Os cantores saíram e logo voltaram ao palco para um gran finale, cantando a eterna O Bêbado e A Equilibrista. Obviamente, a plateia cantou junto, não se importando se a marcação de Moacyr Luz e Elza Soares era um pouco diferente da conhecida pelo grande público. Tanto Moacyr quanto Elza fizeram muito uso de leitura das letras ao cantar as músicas. Elza é excelente cantora, tenho quase todos os discos por ela lançados, não tenho perdido nenhum dos seus útlimos shows, mas, de uns tempos para cá, ela tem se valido da suas estripulias vocais para não cantar uma música do início ao fim. Este fato se repetiu no show em questão. Dos três show que vi deste projeto, foi o que menos gostei. Talvez pela falta de uma empolgação dos cantores no palco, já que estavam cantando grandes sambas. Pode-se justificar esta "apatia" pelas limitações físicas de ambos os intérpretes. O show com João Bosco foi, de longe, o melhor de todos.

2 comentários:

  1. Noel,
    Também não gosto dessas estripulias não, quando são em demasia.
    Ainda bem que o Bosco não fez os adabi adabá da vida, pois quando ele faz esse volteios ao invés de cantar, dá vontade de ir embora correndo.
    Bjs

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  2. Pek,

    Tem razão. Ainda bem que João Bosco se limitou a interpretar lindamente suas canções.

    Bjs.

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